quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sessão de encerramento do Ano Internacional da Química




Jailson Bittencourt de Andrade
A sessão de encerramento do Ano Internacional da Química, em 01 de dezembro de 2011, em Bruxelas, Bélgica, foi memorável! O programa (abaixo) enalteceu a importância da Química para a vida e a sustentabilidade do planeta.

Dois aspectos destacados pela maioria dos palestrantes foram: a importância do AIQ para melhoria da imagem da Química junto à população em geral e frente aos “tomadores de decisões”; e que a educação, em todos os níveis, é essencial para a sustentabilidade.

A participação de dez jovens cientistas denominados “Young Leaders”  abriu o debate sobre o tema: "The world in 2050: our expectations from the life sciences, chemistry  industry  and  governments to build a better world by 2050". Dentre eles, destacou-se o Engenheiro Químico Brasileiro  Rui Vogt Alves da Cruz, Senior R&D Manager da Dow Chemical, no Texas, USA.

Em resposta aos “Young Leaders”  (e interagindo com eles) seguiram-se duas notáveis conferencias: Ada Younath, Premio Nobel de 2009, que abordou o tema “Is there a limit to life expectancy? Wishes, predictions and reality”; e Jean-Luc Brédas, Premio Francqui 1997, com o tema “Chemistry and Energy”.

Na mesa redonda seguinte, os seis participantes discutiram os temas abordados nas apresentações anteriores e exploraram os desafios que a indústria e a ciência enfrentam para demonstrarem ao publico o valor dos avanços científicos.

Na sessão oficial de encerramento o Prof. Dr. Maciej Nalecz, voltou a destacar a importância do AIQ e convidou os presentes a não encerrar o AIQ, mas sim, dar inicio à continuidade das ações que valorizam a importância da Química.

As ações desenvolvidas pela SBQ no Brasil, especialmente com relação ao pH do planeta, estão em plena harmonia com o que ocorreu nos demais países que participaram intensamente do AIQ.

* Retirado do Boletim Eletrônico Nº 1007 da SBQ


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Poema: As quatro estações


Ouço o vento soprar,
talvez seja uma brisa perdida
de primavera, quem sabe...
Como tu, que és tão bela
e carregas o frescor desta
estação querida.

Sinto um calor,
a temperatura subir
o sol escaldar...
Creio que seja o verão
que chega e se mostra
ardente. Tu tens dele o viço,
a intensidade, a excitação.

Mas eis que chega
o sereno soturno do outono,
e as folhas queimadas caem
e se espalham embelezando
todo o longo caminho da vida.
Serenidade e quietação,
têmpera e pudor...
Aqueces o frio e a ferida
do coração com teu calor.

E por final um vento
gélido, e ainda mais rigoroso;
plácido, todavia,
e que os passos guia
com a força necessária
que só o inverno carrega
em toda sua densidade e imensidão.
És tu a carregares na vida,
a força desta estação.

E as quatro uma só formam,
e a vida as rege, deveras
e tens tu o domínio eterno
sobre cada primavera,
verão, outono e inverno.


domingo, 23 de outubro de 2011

Poema: Brisa


Senti hoje a brisa da manhã
A soprar-me o rosto como o beijo
Doce da mulher, terrível fã
Das sutilezas do meu desejo.

Mas a brisa era suave e quente
Forte e imponente, tal como o sol;
Como a lua, apaixonadamente
Bela, e ofuscante como um farol.

Ah, minha doce brisa matutina
Que abranda meu triste coração
Carente da alegria junina.

E tu, brisa minha, sem perdão
Prendes-me com teu jeito de menina
Libertando-me da solidão.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Poema: Tarde de primavera


Eu me vejo nesta tarde,
Tarde de primavera abençoada.
A te esperar, tal como
Um louco espera
Por um brilho de lucidez.

O que faço então aqui
Se estou sozinho e triste,
Amargurado, enclausurado
Neste meu mundo
De vida comum.

Tu surgiste como raio
E meu coração trucidaste,
Mas também de encantos
Me rendeste…
Oh, nobre mulher,
Altiva e bela,
O que faço eu para tê-la
Em meus braços?
O que faço eu para rendê-la
Aos meus poucos encantos?

Sou um desgraçado infeliz
Louco, infantil,
Infame e senil;
Tolo por ter amado
A mulher que não me quis.


Poema: Lua


Não sei por que penso em ti todo o dia
Quando menos espero,
Sonho contigo
Vejo esse teu sorriso único,
Esse teu jeito tão querido.
Talvez seja essa tua voz,
Esse teu êxtase. Não duvido!
Observo teus olhos, tão lindos, tão tristes
Teu coração forte, tão sentido.
Pareces uma boneca, um anjo
Pareces uma flor dos campos, alguém ferido
Precisando de ajuda,
Mas fico feliz quando te abrigo.
Às vezes, sinto-me alguém que não sou
Fico desesperado atrás do teu sorriso.

Para mim tu és a princesa mais bela
A rosa mais linda que se pode cultivar…
És o ar que sustenta este velho coração.
Oh, mulher que sempre irei amar,
Nem imaginas a minha solidão…
Sonho contigo, todos os dias
Passo a minha vida a te esperar…
E quando a noite, então se acentua,
Não brinco mais com o sol,
Mas sim, com a lua!